terça-feira, 23 de julho de 2013

Ensaio Criativo e Redação Publicitária II

Bom, vamos lá.

Eu estava lhes devendo um segundo texto, devendo há tanto tempo, que Filipinho nem era nascido ainda.

Mas, agora a inspiração parece ter me chamado, ou por uma necessidade (já lhes falei antes filhos, escrever para vocês, é uma necessidade, me revigora, me renova.), sendo assim, resolvi escrever, escrever, escrever...

A “lição de casa” era a seguinte, reunir as palavras que digitei aleatoriamente no post anterior e construir mais um texto para vocês, então, lá vai!!!!

É incrível como os filhos renovam nossa vida, desde aquela sexta feira, quando soube da  primeira gravidez da mamãe, eu sentia algo que nunca havia sentido antes na vida, algo que só aumentou em um sábado, mais ou menos um ano e meio depois, quando soube que outro anjinho desceria do céu, que o barrigão da mamãe, traria para o nosso dia-a-dia, mais um companheiro.

Mais um companheiro que eu ganhava aqui na Terra.

Não imaginava que aquela expectativa toda que eu vivia, aquele anseio em ver o rostinho daquele bebê, que até então não sabíamos o sexo, não sabíamos se seria a Manuella, ou o Filipe, ou a Millena, e que aquilo não representava nada comparado ao tamanho da felicidade e da alegria que se tem ao ver e ao ter seu filho e sua filha no colo.

Só que são etapas, e estas etapas, só melhoram, a cada dia o amor que tenho por vocês só aumenta e só me gratifica, seja trocando uma fralda, ou fazendo uma mamadeira de “necau”. 

Ou vocês, caros colegas do blog, ainda tem dúvidas se prefiro levar a Millena para a escola vendo o DVD do AC/DC ou da turma do Cocoricó!? 

E posso falar, vê-la dançando e cantando com a turma do Júlio é uma alegria, é muito melhor!

Não há dinheiro que pague isso, ah, não há...

A foto que coloquei no topo do blog agora resume tudo isso.

O carinho que já recebo destes dois, o olhar e a fisionomia risonha do Filipe quando brinco com ele, os carinhos e os abraços que a Millena me dá, quando a pego na escolinha ou quando ela acorda no meio da noite para “ver desenho”, mesmo sabendo que tenho que ir para o trabalho no dia seguinte, faz com que o cansaço seja muito menor e que só ao olhar para eles, eu já me sinta pronto para encarar o novo dia.

Como disse no início, vocês me renovam, meus tesouros, fazem que o meu dia, por mais cinza que possa estar, tenha COR.

Amo vocês, a cada dia mais!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Desabafo de gente grande.



Vocês são muito pequenos, nem irão entender (ou entenderão da maneira que a idade de vocês permitirem) o conteúdo deste post, mas de qualquer maneira, como o próprio título diz, aí vai, tanto o meu desabafo, quanto meu conselho a vocês dois.

O mundo dos adultos é bem mais complicado do que vocês possam imaginar, meus filhos.

Lembro quando pequeno, minha vontade de ser “grande”, crescer logo, para poder fazer coisas que meu pai, meus tios, faziam.

E que coisa, depois que você cresce, sua vontade é de nunca ter saído daquele mundo colorido de sonhos, fantasia e ter apenas o compromisso de querer ir brincar com seus amigos e brinquedos.

Dá pra entender nossa cabeça, crianças?

Por isso, não vou lhes falar para não crescerem, sim, vocês se tornarão adultos, terão suas profissões, suas famílias e seguirão o caminho natural da vida, mas nunca, nunca abandonem esta ingenuidade e esta pureza infantil que vocês tem hoje, não deixem a rotina, o dia a dia, a convivência com o mundo “grande”, influenciarem vocês e sejam contra, sempre, a quem não deixar que vocês sejam felizes.

Portanto, meus amores, sejam felizes, sempre!


Minhas Razões

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Kintarō


Ou “Menino de Ouro”, para nós brasileiros, é um dos personagens mais significativos do folclore japonês, que tem em sua figura (lendária ou real – não se sabe ao certo) prodigiosa força, bravura e bondade.

Diz a lenda que seu pai era um Samurai, que foi preso e assassinado pelo inimigo quando Kintarō ainda era um bebê. (Putz, ta certo que não sou um samurai, mas espero que não aconteça isso comigo).

Sua mãe teve que fugir com ele para as montanhas de Ashigara, onde passaram a viver numa caverna, para não serem capturados pelos inimigos.

Kintarō foi crescendo forte e sadio, graças aos cuidados da mãe, que também se preocupou em dar-lhe uma boa educação para que ele pudesse, um dia, tornar-se um Samurai, cresceu forte e sadio nas florestas do Japão e por isso, teve um convívio intenso com a natureza, alimentando-se de frutos e raizes nela disponíveis. Treinava sumô com ursos, ajudava lenhadores a derrubar árvores, com sua força e sua machadinha, e atravessava rios com as carpas.
 
Em um de seus atos de força e bondade, um dia Kintarō estava derrubando uma árvore com as mãos, para formar uma ponte sobre uma cachoeira e dar passagem para os animais, quando vassalos, do então senhor feudal Minamoto no Yoritomo, passavam por lá.


Estes vassalos ficaram tão impressionados com a força e a vivacidade do menino , que resolveram levá-lo ao encontro do Minamoto, lá Kintarō foi acolhido e transformado num grande Samurai conhecido como Mosakata no Kintoki, que existiu de verdade e foi muito importante na história do Japão , na época. 

Kintarō é representado em arte por um garoto simpático, nu e vermelho de compleição,  com seu machado (que também representa a lealdade e a justiça de Xangô) e abraçado a uma carpa gigante.

A lenda infantil de Kintarō celebra o dia do menino, a cada dia 5 de maio (era a data prevista para o seu nascimento, filho), é costume japonês presentear as crianças com seu boneco, para que cresçam fortes, corajosas e leais como ele.
 
Não recebi um Kintaro de presente, aliás, recebi sim, mais um presente de DEUS, você.
 
E assim como fiz com sua irmã, registro isto na minha pele para que eu carregue para sempre uma figura que represente o que quero e me esforçarei para ensiná-lo o que seja na vida.

Taí, o que achou?

Ah, e este Katakana, já deve ser fácil de imaginar né?
É o seu nome, escrito obviamente, em japonês,

= Firippu.


A tradução, foi uma colaboração de meu grande amigo Rodrigo Machado e de duas amigas em comum, Simone Takahashi e Ângela Miki Banzai.


Minha homenagem para você, meu Kintarō.

 



terça-feira, 2 de julho de 2013

Cuide da sua irmã, hein, cara?

Ontem estávamos nós dois, nos curtindo, tirando fotos, trocando sorrisos (você já sorri pro papai também, não é mais só para a mamãe) em raros momentos de tranquilidade atualmente.

Sim, raros.

Sem choros (nisto incluo os seus também) nem gritos mimados e enciumados de sua irmãzinha, até porque estávamos a sós, o Clube do Bolinha.

Mamãe e Milleninha, estavam no banho.

Eis que de repente surge uma menininha, linda, com cabelos molhados e um perfume de bebê – era o perfume da Barbie, que me fez viajar no tempo, mas no tempo futuro e a primeira coisa que pensei, falei:

Você cuide de sua irmã, hein, cara?

E não pensei nos garanhões de plantão na porta de casa daqui alguns anos, não, pensei na vida.

Nas primeiras barreiras que temos que enfrentá-las sozinhos, ou não. Sei que há coisas e momentos que, por mais amigos que sejamos de nossos pais, não compartilharemos com eles, são coisas únicas de nossas vidas, nossas experiências, nossa vida.

Mas sempre teremos um amigo para desabafar, para compartilhar o que o “Papai e a Mamãe não podem saber”.

Eu espero que você seja este amigo, Lipe, na falta de seu pai, você é o homem da casa !!!
Tá certo, com apenas dois meses de vida, eu já lhe lançando esta "responsa", mas em segundos, ontem, foi o que pensei quando vi aquela menininha entrando na sala correndo para te beijar.

Então, cuide da sua irmã, hein, cara?

Papai, porque o São Paulo só Perde?

Como já deu pra notar aqui no blog, sou um São Paulino fervoroso, desde muito antes de me meter nessa de ser escritor amador. Mas nessas o...