quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um Saquinho de Feijão

Mi amanhã você faz 27 semanas, isto significa que semana que vem você já tem sete meses.

Você hoje já é uma recém nascida, em miniatura, mas está formadinha e está aí no barrigão apenas para amadurecer um pouco mais e “tomar corpo”.

Hoje pegamos o resultado da ultrassonografia que fizemos no sábado passado, já havíamos assistido ao DVD, nossa, que fantástico ver a barriguinha da sua perna, pelo que vi, vai ser igual a da Mamãe.
A doutora, uma senhorinha muito gente fina, teve o cuidado de nos mostrar todos os seus detalhes, vimos seus olhinhos, sua boquinha, seus pezinhos (“pezinhos, isto aqui é uma lancha” – foi o que a doutora disse), até a distância entre a boquinha e seu narizinho, a médica disse que é igual a do Papai e da Mamãe.
O sangue da Mamãe, entrando no cordão umbilical e passando pra você, nós também vimos, poxa, muito interessante, bem legal!

E graças a Deus, está tudo certo, tudo normal aí dentro e agora, é só aguardar mais umas 10, 12 semaninhas pra você mudar pra sua 2ª casinha.

Mas, voltemos ao resultado do exame e ao que dá o título deste capítulo:
Tenso como sou, mesmo a doutorinha dando os parabéns, o Papai e Mamãe vendo e sentindo você se mexer e soluçar – é você soluça minha princesona – eu queria ver o laudo, saber as suas novas medidas, a quantidade de líquido amniótico, enfim...

E neste laudo, tem um item assim:

Peso fetal estimado: 1000 gramas com variação de +/- 10% (hadlock).

Como a sua avó Cecília falou:
Um saquinho de feijão!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um Livro Pra Vida Toda

Fazia tempo que eu não escrevia, preciso de alguns estalos, hoje logo após o almoço, tive um destes, então, comecei.

Foi na segunda-feira, dia 14 de fevereiro, me emocionei ao ouvir, depois refletir e falar para a Mamãe, Millena, pois estávamos conversando sobre o seu blog (ainda é um blog), dos elogios que recebemos de nossos amigos, de nossa família, das assessoras de imprensa que trabalham com o Papai (afinal de contas eu precisava passar isso por um crivo jornalístico, né?) e percebi que a missão deste livro, pois vai virar um livro, não terminará quando eu imaginei que terminaria, pois eu iniciei este projeto imaginando em parar de escrever para você quando você aprendesse a ler, afinal, a partir dalí, você já presenciaria estes sentimentos, estas emoções,mas não, lógico que deixarei você ler antes, eu não pendurarei as chuteiras, eu continuarei escrevendo para você.

Por várias razões.

Entendo que a maneira que você receberá todas estas emoções que eu e a Mamãe tentamos lhe passar aqui, através de palavras lhe dará uma sensação diferente, a medida que você for crescendo.
Você as receberá e as entenderá de maneiras distintas, em cada época de sua vida!

Sim, lógico que com 3, 4 aninhos, quando você já tiver aprendido a ler suas primeiras frases e com o que nós contamos para você, serão legal de ler.
Mas sei que será bem legal você ler também quando tiver suas primeiras experiências de vida, seja quando estiver indo para uma escola diferente ou estiver virando uma adolescente, talvez no dia em que você prestar vestibular e entrar na Universidade ou tiver seu primeiro namorado (nossa, não acredito que estou escrevendo isto), quem sabe, poderá ser útil no dia do seu casamento, ou quando você descobrir que eu e a Mamãe nos tornaremos avós.

Acho que já começo a fazer meu papel de Pai, lhe escrevendo estas coisas, pois você verá que muitas vezes se tornará mais fácil escrever para demonstrarmos o que sentimos, o que desejamos, pode ser mais completo, mais detalhista, do que simplesmente falar, o vento leva as palavras (o blog pode dar pau, por isso ando fazendo uns back-ups dos posts, todos impressos em Word, rsrsrsrs).

Por isso, minha princesa, eu não vou parar nunca de escrever para você, até eu ficar bem velhinho, vou continuar fazendo meu papel de Pai, tentando, não só através de palavras e sentimentos, pois nunca vou estar ausente, mas registrando a minha missão de vida, para você.

Sempre.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Insônia

Não me lembro direito o dia, sei que foi uma segunda-feira, ou melhor, uma terça, pois já passava da meia noite quando acordei, pra fazer xixi, isto mesmo, crianças falam xixi, a Millena quando ler vai ler xixi... xixi.

E não dormi mais, putz, que droga! E vira de um lado, vira de outro, calor, frio, e fecha o olho e abre o olho e rezava (minha avó Alaíde – sua outra bisa Mi, que infelizmente você não conheceu, ela sim, aposto que já te conhece e já conhecia você e a Bibi, antes mesmo de você vir morar no barrigão da Mamãe - falava, quando estamos sem sono, sem conseguir dormir, reze um Pai Nosso, que o sono vem), mas desta vez, Vó, nem Pai Nosso, nem Ave Maria, meu sono foi simplesmente pro saco!

Enfim, levantei né? 4 da manhã, plena segunda-feira, ops, terça, e eu lá, acordado, na cozinha, comendo bolacha recheada e tomando o iogurte desnatado da mamãe, mas com muito açúcar, por que aquilo puro é muito ruim!

Depois do lanchinho da madrugada, uma espiadela no movimento pela sacada de casa, contei, havia duas janelas acesas nos outros prédios, ou era algum insone como eu, ou não iam trabalhar, nem fazer nada daqui a pouco né?
Eu não, eu tinha que levar a Mamãe pro trabalho e depois, dar uma bela caminhada até Guarulhos para trabalhar também.

Então resolvi me deitar.

E vi uma cena linda!

A Mamãe estava dormindo só de calcinha, ela e o barrigão todo de fora!
Não agüentei, me deitei ao lado de vocês e comecei a acariciar você, pela barriga da Mamãe, e começamos a conversar (nossa me dá até vontade de chorar ao lembrar), toda vez que eu, só pensava em algo para ate falar, um carinho que eu fazia você chutava a mão do Papai e se mexia, como nunca havia se mexido antes, e a Mamãe lá, dormiiiindo, que sensação maravilhosa, Mi, ficamos lá conversando, brincando, eu tocava o barrigão, você devolvia um chute, um soco, pro Papai, posso até sentir na minha mão ainda.
Fico imaginando as madrugadas que virão, nós três, no meio dos brinquedos, dos desenhos animados, brincando, como esta primeira vez.

Ainda bem que fiquei acordado esta madrugada, viu o presentão que ganhei?

Quem é que queria dormir mesmo?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

6 Meses, Morumbi e Crepes.

Quinta-feira, 3 de fevereiro, mais conhecida como ontem quando eu escrevia este texto, você fazia 6 meses de vida dentro do barrigão!

E nada melhor do que comemorar no lugar onde nós três, o Papai a Mamãe e você, mais gostamos de ir, no Morumbi, ver o São Paulo jogar! (Pois é acredite, esta já foi a terceira vez que você foi lá).

Era dia de festa, seu aniversário de 6 meses, estréia do Rivaldo (era um jogador veterano em 2011 sabe, mas um dos melhores do mundo, e todos torcedores na expectativa dele poder ser mais um grande jogador a brilhar no nosso time).

O Papai recebeu um convite para conhecer um novo camarote no estádio, então, matei aula (você não poderá fazer isso, a não ser que me avise antes e me fale pra onde está indo, aí tudo bem, pelo menos vou saber onde você está, né?) e fomos pra lá, ver o Mais Querido jogar.

O camarote era bem legal, havia mais de 3 ambientes diferentes, cada um em um estilo, mas o mais legal era um Lounge, onde ficamos no intervalo e em todo o segundo tempo do jogo. Logo que chegamos, a Mamãe (e você) ficaram com vontade de comer uns crepes que eram servidos lá, e eu guloso que só, também. Comemos muuito, pelo menos uns 3, 4, cada um.
Ah, isso sem contar os pedaços de pizza, os refris e os drinks sem álcool que um Barman, muito do gente boa e cheio de malabarismos, fazia. (Vou postar uns vídeos de barmans, fazendo drinks pra voc~es ver como é legal).

Mas voltando ao jogo: Primeiro tempo oxo, até por isso o que tinha de melhor pra fazer era comer, aí esquentou no segundo, os caras saíram na frente, 1 x 0, mas não deu nem tempo de comemorarem, empatamos, com um golaço, do vovô Rivaldo, dominando no joelho, dando um meio lençol no zagueiro e colocando no canto esquerdo do goleiro sem deixar a bola cair, poxa, me senti muito feliz de ver este gol ao vivo no estádio.

Nem dez minutos depois, entre um crepe e outro, mais um gol, e Princesona, outro golaço, o da virada, aí neste não agüentei, abracei o barrigão da mamãe e comemorei com você, e veja só, você começou a se mexer, e muito, até assustei, pensei que tinha falado muito alto na barriga da mamãe, mas ela acabou me tranqüilizando e falando que era normal.

Você comemorou o gol com o papai, o primeiro de muitos que já comemoramos juntos né?!?!?!

Bom, aí o jogo ficou meio parado, faltando uns dez minutos fui buscar o carro pra pegar a Mamãe, enquanto ela ficava me esperando no Santo Paulo, aquele restaurante que você adora ir também, e ainda deu tempo de ver pelo telão, dentro do estádio o gol 97 do Rogério, é aquele goleiro que te falei que fazia gol, pois é, vimos mais um dele lá no Morumbi, foi o 3 x 1.

Peguei a mamãe que ficou lá me esperando, conversando com o pessoal dos camarotes e os seguranças enquanto eu não chegava, neste meio tempo o time de Lins ainda descontou, mas acabamos ganhando, 3 x 2 pra nós.

Entrando na rua de casa, ouvindo os gols, falando do jogo, a Mamãe lembrou:
“Poxa Rô, hoje a Millena faz seis meses, e comemoramos no Morumbi, tem que colocar no blog”.

Tai, Mamãe, colocado!

Voltou!

Não falei que a inspiração ia voltar!
Taí segura o Papai. rsrsrsrsrs.

Papai, porque o São Paulo só Perde?

Como já deu pra notar aqui no blog, sou um São Paulino fervoroso, desde muito antes de me meter nessa de ser escritor amador. Mas nessas o...