"Ah, operar a fimose é um negócio super tranquilo"
"Em meia horinha, vocês saem do hospital"
E vai aspas por aí...
Mas não posso ser injusto, até que é tranquilo sim, ops...não tem nada de tranquilo quando você vê seu bebê (sim, ele é e será o meu bebê, pelo resto da minha vida, mesmo quando ele estiver cinquentão...) em uma sala de cirurgia, sendo sedado, ah, mas não tem mesmo.
Ou quando, do lado de fora da sala de cirurgia, lá de longe, você reconhece o choro do seu filho e a vozinha dele chamando "Papai"...
Mas o que me tranquiliza e me trouxe muito mais forte daquele hospital, após a "tranquila" cirurgia do Lipe é ver o quanto ele necessita de mim, da mãe...Olho pra ele agora ainda meio baleado da anestesia, do sofá, me falando..."Pai, eu te amo".
Isso me traz na mente uma imagem de hoje cedo, no centro cirúrgico...quando eu olho pra ele e digo "Eu te amo filhão", o meu pequeno grandão, grogue ainda, cheio de desconforto e irritação por causa da anestesia, da cirurgia, olha pra mim chorando e simplesmente me solta um: "Eu te amo muito mais, Papai".
Não volto só mais forte daquele hospital, hoje, volto com uma enorme responsabilidade de ser espelho para estes dois bebes que tenho em casa, e como a vovó deles diz, de qual será a recordação que desejo, que eles tenham de mim quando maiores.
E não quero outra, que não seja a certeza que eles são, mais do que especiais.
Um blog de contos reais, de nosso dia-a-dia, mas nem sempre diários, que resolvi escrever para a minha Bebezona, que nasceu no dia 14 de Maio de 2011, para que ela tenha a oportunidade de acompanhar todos os sentimentos e emoções que nós dois, eu e a Dri, tivemos e nossa família e nossos amigos, também tiveram ao saber da chegada dela. E agora com mais uma companhia, o nosso pequeno Filipe, seu irmãozinho que também chegou em 27 de Abril de 2013. Para eles dois lerem, quando crescerem.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Como são Corajosos!
Muitas vezes, utilizamos o nosso tamanho, nossa idade,
nossas experiências de vida, como medida, como um tolo comparativo para as
diversas situações da vida, e diante de tudo isso, sermos melhores – ou não –
que os demais, confuso? Eu explico.
Tenho 41 anos, já vivi algumas situações que me deram certas
experiências de vida, seja profissionalmente, pessoalmente...
Mas isso passa longe de dizermos que um jovem recém-formado,
por menos experiência que tenha, não possa assumir responsabilidades, tanto
profissionalmente, quanto em sua vida pessoal.
O peso pode ser diferente, mas nós temos que nos habituar a
não subestimar a “pouca idade” ou a “menor experiência”, não só destes jovens,
mas principalmente, de nossas crianças.
Sim, crianças!
Vivemos em um mundo tecnologicamente avançadíssimo, onde o
acesso a informação é cada vez mais rápido e fácil e o que a poucos 10 anos
atrás parecia utopia para a minha geração, hoje está literalmente na ponta dos
dedos destas crianças, ou dos experientes (sim, experientes) garotos de 2º e
poucos anos.
Escrevo tudo isso para exaltar a coragem desta geração Y.
Dia destes, no primeiro dia de aula de Millena e Filipe, o meu casal de corajosos - ao chegarem no portão de sua nova escola, depois do meu beijo de
tchau, deram a mão para, também nova, professora, e foram de cabeça erguida,
para uma nova fase da vida deles, sem nem sequer olhar para traz!
Jovens recém-formados já saem da Universidade com este
espírito, ou melhor, talvez por terem entrado na escola de educação infantil
sem olharem para traz, como os meus pequenos, já carregam consigo esta coragem,
que só aumentará ao longo de suas vidas.
Não tive esta coragem na minha infância, talvez também não a
tenha encontrado até quando saí da Universidade, mas eles...ah, como são
corajosos!
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